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PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Software e Hardware para uC PIC

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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor msamsoniuk » 05 Abr 2017 20:20

pow xultz! 20 anos de curso e esquece de colocar os diodos para as teclas nao travarem? :)

https://www.midikits.net/midi_6x9_keys_ ... hes_ct.gif

bom, a solucao eh proporcional ao musico e acho que para a maioria das pessoas um soft-velocity jah quebra o galho, bem pq vc pode ajustar as inclinacoes e fazer muita coisa parametrizavel no software. mas jah que vc mencionou, uma solucao interessante que eu vi foi um cara que usava duas chaves: uma ativada logo que a tecla era acionada e outra ativada apenas quando a tecla chegava no fundo. isso gera dois pulsos e a diferenca de tempo entre os pulsos eh justamente a velocidade de acionamento. claro, provavelmente nao cobre todas as suas necessidades musicais, mas para pessoas mais gabaritadas assim, existem varios produtos comerciais de alto custo! :v huahuahua

xultz escreveu:Sam, o teclado matricial tem problemas quando você aperta teclas simultaneamente. No caso de um piano, não dá prá prever que teclas serão pressionadas juntas, então tem que ler cada uma de forma independente. Eu acho que dá prá fazer com shift register enorme, porque gastar 101 GPIOs é soda.

Quando a gerar um "velocity" baseado no tempo de acionamento da tecla, é um xunxo da pior espécie. O músico pode querer fazer um stacatto (ou seja uma nota bem curtinha) com um velocity alto (ou seja, alta intensidade sonora), ou baixo. Assim, tem que medir a força que a tecla foi pressionada, não tem jeito.


P.S. Eu usei uns termos difíceis só prá parecer que eu manjo muito de música, mas na verdade eu não entendo P**** nenhuma do assunto, mas ninguém precisa saber disso.
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor brasilma » 05 Abr 2017 21:19

msamsoniuk escreveu:pow xultz! 20 anos de curso e esquece de colocar os diodos para as teclas nao travarem? :)

https://www.midikits.net/midi_6x9_keys_ ... hes_ct.gif

bom, a solucao eh proporcional ao musico e acho que para a maioria das pessoas um soft-velocity jah quebra o galho, bem pq vc pode ajustar as inclinacoes e fazer muita coisa parametrizavel no software. mas jah que vc mencionou, uma solucao interessante que eu vi foi um cara que usava duas chaves: uma ativada logo que a tecla era acionada e outra ativada apenas quando a tecla chegava no fundo. isso gera dois pulsos e a diferenca de tempo entre os pulsos eh justamente a velocidade de acionamento. claro, provavelmente nao cobre todas as suas necessidades musicais, mas para pessoas mais gabaritadas assim, existem varios produtos comerciais de alto custo! :v huahuahua

Quando a gerar um "velocity" baseado no tempo de acionamento da tecla, é um xunxo da pior espécie. O músico pode querer fazer um stacatto (ou seja uma nota bem curtinha) com um velocity alto (ou seja, alta intensidade sonora), ou baixo. Assim, tem que medir a força que a tecla foi pressionada, não tem jeito.


P.S. Eu usei uns termos difíceis só prá parecer que eu manjo muito de música, mas na verdade eu não entendo P**** nenhuma do assunto, mas ninguém precisa saber disso.


É isso mesmo Marcelo, acabei de pesquisar, sensibilidade (eletrônica) das teclas é algo muito importante em instrumentos para a execução da música com expressão. No teclados comerciais medianos são usados três chaves por tecla e nos tops sensores de pressão.
" A Teoria orienta e a Prática decide" ;-)
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor msamsoniuk » 06 Abr 2017 00:05

brasilma escreveu:
msamsoniuk escreveu:pow xultz! 20 anos de curso e esquece de colocar os diodos para as teclas nao travarem? :)

https://www.midikits.net/midi_6x9_keys_ ... hes_ct.gif

bom, a solucao eh proporcional ao musico e acho que para a maioria das pessoas um soft-velocity jah quebra o galho, bem pq vc pode ajustar as inclinacoes e fazer muita coisa parametrizavel no software. mas jah que vc mencionou, uma solucao interessante que eu vi foi um cara que usava duas chaves: uma ativada logo que a tecla era acionada e outra ativada apenas quando a tecla chegava no fundo. isso gera dois pulsos e a diferenca de tempo entre os pulsos eh justamente a velocidade de acionamento. claro, provavelmente nao cobre todas as suas necessidades musicais, mas para pessoas mais gabaritadas assim, existem varios produtos comerciais de alto custo! :v huahuahua

Quando a gerar um "velocity" baseado no tempo de acionamento da tecla, é um xunxo da pior espécie. O músico pode querer fazer um stacatto (ou seja uma nota bem curtinha) com um velocity alto (ou seja, alta intensidade sonora), ou baixo. Assim, tem que medir a força que a tecla foi pressionada, não tem jeito.


P.S. Eu usei uns termos difíceis só prá parecer que eu manjo muito de música, mas na verdade eu não entendo P**** nenhuma do assunto, mas ninguém precisa saber disso.


É isso mesmo Marcelo, acabei de pesquisar, sensibilidade (eletrônica) das teclas é algo muito importante em instrumentos para a execução da música com expressão. No teclados comerciais medianos são usados três chaves por tecla e nos tops sensores de pressão.


isso tudo eh frescura do xultz! o russo do PIC lah do comeco da thread esta usando um teclado capacitivo multiplexado no PIC 16F88 onde as teclas sao moedas de 1 rubro! e provavelmente ele construiu isso enquanto lutava com ursos e lobos lah na siberia! :D huahuahua

http://www.pic24.ru/doku.php/en/osa/art ... _osa_piano

eu confesso que nao usaria algo menor que um ARM, usaria um DAC e compraria umas teclas de verdade e tal, provavelmente por pura preguica de ficar escovando bits... mas apesar de tosco, dah uma olhada na habilidade dele:

https://www.youtube.com/watch?v=Ii7-orwG8F0
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor ribeiro220 » 07 Abr 2017 13:16

msamsoniuk, verdade,tem todo o programa no site mas na compilação dá um monte de erros,até conversei um pouco com o dono do projeto mas pelo ele não tá mais interessado no mesmo,parece meio aposentado desanimado..... :D
também 2008 ja foram bastante tempo...
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor msamsoniuk » 08 Abr 2017 01:32

ribeiro220 escreveu:msamsoniuk, verdade,tem todo o programa no site mas na compilação dá um monte de erros,até conversei um pouco com o dono do projeto mas pelo ele não tá mais interessado no mesmo,parece meio aposentado desanimado..... :D
também 2008 ja foram bastante tempo...


malditos russos! isso eh bem tipico deles, constroem armas de destruicao em massa, nunca usam e depois se afogam nas bebidas. estes dias eu peguei um tutorial que escrevi na epoca da faculdade de como configurar o GNS3 no OSX para emular roteadores cisco, mas mesmo seguindo passo a passo varias coisas nao funcionam direito. no meu caso, nem contactei o autor do tutorial, pq jah sabia que ele eh um fdp que afundou nas drogas e nem iria responder. enfim, a medida que o tempo passa, a unica forma de manter as coisas funcionando eh ficar atualizando de tempos em tempos, do contrario simplesmente param de funcionar e fica bem dificil descobrir onde o problema comecou, pq vira uma bola de neve em meio ao abandono e descaso (eh, tenho varios projetos assim). eu realmente achei o projeto do cara bacana, mas se eu fosse fazer algo, usaria apenas como referencia, com outro processador mais simples de escrever e debugar, provavelmente um ARM de 32 bits com gcc. em outras palavras, olhar o codigo do cara, tentar entender o conceito e reescrever em C mesmo. como jah trabalhei muito tempo com processamento de sinal, acho que usar um conceito DSP-like eh mais simples... jah no caso do hardware, ele tem boas ideias, mas eu particularmente nao embarcaria no PWM nao... embora seja bacana a ideia, acho que um DAC analogico para audio daria um resultado melhor e com menos dor de cabeca.
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor xultz » 08 Abr 2017 11:08

Se o microcontrolador tiver porta I2S (acho que nenhum PIC18 tem, precisa ser PIC24 prá cima) fica bem legal usar um codec de áudio. Tenho trabalhado bastante com o NAU8810, ele tem uma entrada e uma saída mono, e tem vários blocos de processamento dentro (equalização, compressão, etc), e potência de saída para headphone. É bem legal de mexer com ele.
98% das vezes estou certo, e não estou nem aí pros outros 3%.
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor pamv » 08 Abr 2017 17:13

ribeiro220 escreveu:msamsoniuk, verdade,tem todo o programa no site mas na compilação dá um monte de erros,até conversei um pouco com o dono do projeto mas pelo ele não tá mais interessado no mesmo,parece meio aposentado desanimado..... :D
também 2008 ja foram bastante tempo...

Você está usando o mesmo compilador que ele?
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor ribeiro220 » 08 Abr 2017 17:58

Não o mesmo pois o link ta quebrado e não consigo baixar a versão que ele cita,porém tem tentei outros citados por ele mesmo ,mas não funcionou.
HI-TECH PICC STD compiler (PRO version will not work).
grato
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor Vonnilmam » 04 Jul 2017 17:32

Eu vi esse post do gringo, realmente é possivel sim fazer o que ele fez, ele usou para gerar a frequencia da nota musical um DCO (oscilador digital controlado) é uma aversão do VCO, porém com muita precisão.

Num pic comum como o pic16f877 rodando a 5mips, é possivel gerar até uns 5 ou 6 canais de polifonia, a dica é quanto maior a velocidade de processamento maior será a quantidade de osciladores DCO e portanto a polifonia aumentará.

Como todos sabem, o mundo da musica é muito seleto e restrito, as informações são dificeis de encontrar,

Como eu disse a dica é a velocidade de processamento. Já vi e até baixei um projeto open source, de um synt wave table com 5 canais de polifonia, gera o envolepe também...ufa....e foi feito todo em C.

Eu acredito que se falar em DSP, é uma boa dica, mas é possível fazer gerar notas musicais com mcus velozes, como os AVRs e se quiser brincar com algo mais poderoso, pode usar um cerne ARM da vida. Se pensar um pouquinho, existe uma forma de pular as etapas que um algoritimo complexo num DSP faria, formatando boa parte do trabalho na geração das tabelas de onda e simplesmente fazendo a leitura delas, cada uma com seu looping calibrado...

Quanto a geração de varredura das teclas, é algo relativamente simples e pode ser feita via multiplexação de linhas e barras em tempo real, processar painel de usuário ler ou enviar sinais midi etc...eu particularmente faria, chip sets individuais para cada secção, tipo: UNIDADE DE CONTROLE, UNIDADE DE PROCESSAMENTO DE SINAIS (TIMBRES), e por ai vai. Eu acho doidera tentar fazer tudo num único chip...mas isso vai do intelecto de cada um, não é mesmo.

Existe um segredinho na criação das tabelas de onda, chamado de "sample looping", esse detalhe na tabela de onda faz toda a diferença.

Bom é por ai...tem que estudar bastante e a dica fundamental é "velocidade de processamento".

Estou desenvolvendo um gerador wave sample, com comprimento de 2k por timbre, nessa tabela são armazenados os timbres com comprimentos variados até o limite de 2k, o sample rate é de 32khz com resolução de 8 bits...a qualidade sonora é muito boa, som limpido e sem chiados ou ruidos, o mesmo procedimento estou utilizando para o gerador de bateria eletrônica, nesse cado o sample é de 22khz 8 bits com resultado final muito bom.

A polifonia é de 16 canais, totalizando 8 teclado superior, 7 infeior e 1 pedaleira...Controle total de ADSR e VCF de 24db, individual para cada canal.

Estou fazendo tudo com o Pic16f628 e pic18 no controle.

Para fazer o controle de sensibilidade é relativamente simples, utiliza-se a mesma matrix de leitura das teclas, porém em dose dupla, sendo uma via (barra) realiza a função de detecção inicial da tecla ao ser pressionada e outra barra secundária nessa mesma tecla, lá no software se irá contar o tempo em que a barra 1 demora em relação a barra 2 para ser acionada, de acordo com esse tempo enviamos o touch para o VCA...Eu particularmente não utilizo esse sistema, pois o órgão eletrônico é on/off, bem diferente do piano que é expressivo...mas cada um cada um.

Em relação a utilizar timers de microcontroladores, o grande problema é o erro de frequencia que ele dão no cálculo, devido a latencia de recarga dos mesmos, visto que os timers do mcus são recarregaveis via software, bem diferente dos timers antigos que eram autoreload, isso faz toda a diferença.

Em 1.980 vi um instrumento musical da marca lourey salvo engano é esse o nome, ele utilizava 1 8051 para gerar 16 canais de polifonia tinha um som lindo, utilizava uns dacs 0808 salvo engano...coisa de artista...e usava um 8051 para contralar os wave samples...

Boa sorte,
VonNilmam "Assembler" e agora "C"
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor ribeiro220 » 25 Abr 2018 21:35

Muito obrigado a todos pelos excelentes comentarios,obrigado mesmo.
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor Vonnilmam » 13 Mai 2018 21:57

Caro Ribeiro220, tudo bem com você.


Então eu estive revendo seu post e realmente visitei a página do russo...aquele programa eu também tentei rodar aqui, mas notei que existem erros no mesmo, eu acho que foram colocados de propósito.
O que ele fez, realmente é real e funciona sim...vou tentar dar algumas dicas:

Veja só, eu venho trabalhando nessa área musical a muitos anos, sou da década de 80, já utilizei muitos chips dedicados para geração musical...dentre eles quero destacar o M114, um ótimo chip elaborado com uma das melhores e mais interessantes técnicas de geração musical que eu já tenho visto até hoje, é um chip da SGS, projeto italiano, feito por Marcos Tonela, na época projetista na SGS.
Tenho criado várias aplicações nessa área e atualmente estou me dedicando a sintese musical, minha tese se baseia em gerar e controlar de forma adequada com qualidade formas complexas de ondas timbrais utilizando-se de técnicas em mcus populares.

A técnica é interessante e se baseia na multiplexação e demultiplexação de sinais, "guarde bem isso"....se desejar entrar nesse mundo.

A música eletrônica, sempre foi e sempre será rodeada de mistérios e segredos guardados a 7 chaves.

Eu venho estudando a muitos anos a geração de sons com microcontroladores e o mais complicado nessa história toda não é em partes, o software de geração e controle das "wave tables" (guarde bem essa nomeclatura), pois ela é o caminho ideal e mais acertado para iniciar o seu projeto musical. E sim! A velocidade de processamento, pois quanto maior for a sua velocidade de processamento, melhor conseguirá processar todas as etapas da sintese como um todo, ADSR, LEITURA DAS TABELAS DE ONDA, VOLUME, ETC...

Anote ai:
Em relação ao ADSR, pode-se utilizar uma técnica muito simples e poderosa, é justamente a curva natural do instrumento "sampleado", ou seja na hora de amostrar o instrumento, você terá naturalmente o ADSR dele na própria amostra, por exemplo um acordeon, onde a curva inicial é lenta.
Outro ponto importante e muito importante mesmo, é você concentrar todo seu esforço em criar amostras curtas ou longas, tudo dependerá da sua quantidade de memória disponivel para armazenamento de suas amostras com os identificados pontos start/end looping.

Looping é um ponto dentro da amostra que permitirá sua amostra "rodar" indefinidamente enquanto um tecla estiver pressionada "preste atenção nisso".

Vamos lá:

Para você gerar um timbre qualquer precisará de uma amostra (timbre trabalhado com o sample loop), sample loop é o ponto de inicio e de fim dentro de uma amostra complexa ou simples, onde o inicio e o final se intercalam suavemente, afim de suavizar ao máximo os desencontros entre uma tabela e outra.

O próximo passo é gerar as notas musicais, ou seja, essa amostra que foi gerada, normalmente se utiliza o sampling em DÓ, e eu particularmente utilizo o sampling de frequencia menor quanto possível para gerar as demais a partir desta...alguns projetos tenho visto o pessoal gerar a nota o quanto mais alta possivel e depois se vem decrementanto o oscilador principal até atingir as notas mais baixas...

Porque eu utilizo frequencias baixas como base do sampling? Faço isso porque, à maior quantidade de amostras por segundo e melhor definição da amostragem, pois quanto maior a amostragem, maior será a distorção de fase da mesma.

Agora você precisa concatenar a amostragem do timbre que fez, ou melhor adequar o timbre que originalmente foi feito em DÓ (por exemplo 523hz), rodar isso dentro de um oscilador, ou criar um oscilador que "olhe" para essa tabela de timbres e oscile dentro dela com "precisão".

Isso mesmo, precisão, isso é conseguido com uma técnica chamada DDS, foi inventado por um intusiasta lá pelos anos 70 salvo engano, hoje em dia é muito utilizado onde se deseja precisão.
Mas como tudo que é BOM é dificil de conseguir, o DDS, tem suas vantagens que são, precisão da frequencia gerada e estabilidade, MAS, existe um tal de JITER, que detona todo o processo.

Eu explico, o JITER (antes que me corrijam acho que é assim que se escreve, kkk)...é um espurio, se assim podemos dizer, é uma sujeira que aparece quando se trabalha com DDS, quando vista no osciloscópio se nota uma leve defasagem, tipo um retardo, entre umas ondas e outras é como se houve-se uma dessincronização aleatória no sinal gerado.

Isso afeta diretamente a qualidade do som gerado, o que acontece é o aparecimento de um harmônico expúrio junto com o sinal de audio, quanto maior a frequencia maior o JITER , pronto aí melou todo o meio de campo e agora?

Bom existe uma solução para resolver ou pelo menos amenizar essa porcaria de JITER, ou seja, quanto maior for a frequencia da CPU para gerar o DDS, menos será o JITER...

Veja só, o ideal seria utilizar um processador veloz, acima de 50 mips com barramento de 16bits ou mais, o ideal seria os de 32 bits da atualidade. MAS EXISTE AINDA UMA ESPERANÇA PARA O LINDINHOS DE 8 BITS, TÁ BOM....KKK

Um DSP, também seria legal, mas não necessariamente importante para a geração musical, pois um MCU consegue dar conta do recado numa boa.

Nesse caso o segredo é um MCU, veloz, velocidade é importante para conseguir também gerar a polifonia, quanto mais veloz for o MCU, maior será a quantidade de canais alcançados, por exemplo um PIC18 conseguir ler tranquilamente uns 8 canais de polifonia, sendo que cada canal poderia gerar um instrumento musical, interessante né...

Dá uma olhada nos meus testes de laboratório onde utilizo um PIC18 para gerar 8 instrumentos de percução, "BUMBO, PRATO CURTO, LONGO, CAIXA, BONGO, TAMBORIM e CLAVES", ainda gera o timbre para a pedaleira, no meu caso são 8 timbres selecionaveis, TROMBONE, FLUTE16 e 8, ETC.. Nesse projeto piloto, utilizo (3) dacs de 8 bits r2r e envio esse sinal para um filtrinho PB.
https://www.youtube.com/watch?v=BmYQO4yxKZ8

Outra coisa, tanto faz se sua rotina será em C ou assembler, o que importa é a utilização correta das técnicas...

Todos os 8 instrumentos + o timbre da pedaleira podem ser tocados simultaneamente, ok...portanto nesse caso temos um polifonia de 9 canais, com muito boa qualidade sonora.

O ideal é utilizar conversão 12 bits para cima, hoje existem DACs ótimos de 16 bits com preço muito baixo, caso do tda1311 da philips...

Aí vai outra dica, ideal é utilizar DACs prontos como o que mencionei acima e selecionar um MCU com driver interno i2s, pois nesse caso você apenas envia o resultado do seu processamento do som para o buffer do driver i2s e ele se encarrega junto com o DAC de todo o processo sonora final...Uffa, como apanhei com isso...só DEUS.

Outra dica muito importante:

Como é que eu consigo ler as tabelas de timbres com tamanhos variáveis com base no DDS?

Simples, você vai criar uma rotina de leitura sequencial, essa rotina que relativamente simples de ser implementada, terá três gatilhos, um de inicio e outro de ponto final da leitura sendo que antes do ponto de final, há o gatilho de looping (LEMBRA QUE ESSE É O LOOPING CONTINUO QUE VOCÊ MARCOU NO SEU SAMPLE). Bom, você pode ter duas formas de ler esse looping, uma delas é criar uma rotina que leia o protocolo WAV, pois é nele que estará assinalado o ponto de looping que você marcou no seu sampler. Outra forma é você fazer isso manualmente, marcando o endereço de looping de cada amostra que fizer.
Lembre-se que nesse caso você terá que eliminar o protocolo WAV da amostra, deixando apenas o sinal puro PCM, se não estou enganado, você elimina os primeiros 46 bytes do sampler...

Bom, feito o seu leitor de tabelas que esta atrelado ao seu DDS, você repete isso até o número que sua MCU conseguir rodar esses trecos, por isso da velocidade, quanto maior melhor...
Lembre-se estamos apenas tratando até agora da execução das wavetables, ainda falta o MIXER, sim, existe a etapa de mixagem via softwares, desses canais, a relação é assim:

Soma-se o número de canais e divide-se pelo total de canais, ou seja:

Tenho 10 canais, a resolução de cada canal é 8 bits, então eu pego 2^8 x 10 = 2560, porém o meu buffer final de saida é de 8 bits, ou seja o máximo que eu posso enviar para lá é 8 bits, sendo que 2560 equivale
a 12 bits de largura (dica: em um DSP ou MCUs como ARM, há um recurso que ajusta esse valor adequadamente ao buffer), bom agora eu desloco a direita 4 casas, afim de caber nos 8 bits de saida...

Esse não é o melhor processo a se fazer, mas para esse caso em especifico funciona bem...

Por isso quanto maior for a resolução em bits menos será a perda de bits no final da mixagem, 16 bits é ideal e dá para gerar uma quantidade muito grande de canais com ótima qualidade final com perdas impercepitiveis...se bem que há outras formas de realizar a essa mixagem ou interpolação de forma a eliminar ao máximo as perdas ou até mesmo de não ter nenhuma perda.

Atualmente tenho criado um algorítimo com capacidade de gerenciar até 8 mil amostras em tempo real...Uauuuu....Só por DEUS, consegui isso e devo e ele todas as coisas.


É mais ou menos por ai...espero ter contribuido de alguma forma para o bem...Obrigado
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor tcpipchip » 14 Mai 2018 08:35

fantastico teu texto!!!!!!!!!!!
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor Vonnilmam » 14 Mai 2018 09:42

Fico grato pelo elogio, tcpipchip !

Mas é como eu disse, o caminho é mais ou menos por ai! O meio musical sempre atraiu muitas pessoas, por causa de suas seduções melódicas, kkk.

Sem dúvida alguma o método WAVETABLE é o método mais econômico e eficiente que eu conheço para gerar notas musicais e timbres de qualidade.

Falando nisso, quanto maior for a sua capacidade de memória de armazenamento das WAVES, maior será a flexibilidade em alocar mais espaços de amostras no mesmo timbre, assim você consegue dentro da metodologia WAVETABLE gerar multiplos SAMPLES, como por NOTA por exemplo, ou por blocos de notas...usando essa técnica é possivel conseguir ótima qualidade sonora ao longo de toda escala do teclado, essa é uma dica interessante de se guardar.

Uma ótima dica de armazenamento seria utilizar memória FLASH do tipo PARALELA, por causa de sua velocidade de acesso, ou porque não utilizar um PENDRIVE ou um SDCARD, ambos possuem velocidade suficiente para executar essa tarefa.

Lembrando, muitos podem se perguntar? Como eu devo basear o clock do DDS? Utilize interrupão para gerar o TIME base do DDS...Dai você ter velocidade de processamento, assim poderá utilizar uma frequencia alta de interrupção, DICA: procuro utilizar interrupção a pelo menos 600khz, entendeu!!!

Não se iluda que vai achar algo pronto com nível profissional o perto disso, o mais indicado é por a mão na MASSA e fazer a sua própria receita.

Outra dica: Use o protocolo MIDI 1.0 standar, para fazer o gerenciamento do seu processador de sons musicais, além de ser fácil de ser implementado, tanto em C quanto em assembler, o seu sistema ficará compatível com o protocolo midi...DICA: Evite utilizar TRAMAS Sisex no seu sistema.

Obrigado a todos,
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor pamv » 16 Mai 2018 19:25

Impressionante mesmo, o vonNilman virou von Neuman.
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Re: PIANO COM PIC?DESISTO PARCIALMENTE.

Mensagempor Vonnilmam » 25 Mai 2018 16:20

:roll: kkkk, coitado de mim, tô aprendendo ainda...

Vocês nem imaginam como estou quebrando a cabeça em visual studio C... :oops:

Mas estamos por ai, pois eu aprendi muito com várias dicas de vocês, inclusive do proex...

Em breve vou lançar um kit no mercado para synth, é um kit interessante com um hardware bem completo, com entrara e saída USB midi e vai trabalhar em conecção com um app que idealizamos, muito leve e potente, roda até 8 mil canais de polifonia, :lol:

O meu site tá meio PARADÃO faz um bom tempo, não tenho tido tempo de mexer nele, mas em breve mudarei e atualizarei tudo por lá, no lançamento desse kit, que terá a opção de envio com o teclado de 44, 49 e 61 notas, por enquanto não será sensitivo....o sons são top fullhd, terá sons prontos de hammond, yamaha, inclusive desse estou montando uma seleção interessante de synths dos anos 80 e 90 com base no FM7...e os clássicos midi...

A placa é bem compácta, tem 16 teclas, entrada AD com soft pronto para ler até 32 pots, expansão até 72 teclas de usuário e pega até 2 teclados de 61 notas e uma pedaleira de 24 notas.... :mrgreen:
Exita ainda na mesma placa um LCD 20x4...


Depois posto a foto da placa aqui...
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